Festivais de música no Brasil: a batalha

Bandas e mais bandas, nacionais e internacionais, dividindo palcos por horas e mais horas de show. As vezes dias! Os festivais de música estão crescendo cada vez mais no Brasil, atividade essa que já é comum na europa há algum tempo, como o Super Bock Super Rock, em Portugal, T in the park, na Escócia, Glastonbury, na Inglaterra, entre outros. De qualquer forma, isso é ótimo, atraímos diversas formas de investimento para o país, ganhamos notoriedade, fazemos um intercâmbio cultural através da música, realizamos sonhos…a única questão que está surgindo e causando um sério desconforto em meio ao público que gosta de frequentar esses grandes eventos é a falta de organização, que acaba gerando diversos outros problemas.

Atrasos, confusões no estacionamento, falta de transporte público, e o pior de todos: os preços. Não faz muitos anos, em 2005, que um dos primeiros festivais brasileiros dessa nova geração, ou seja, exceto o Rock in Rio, que se chamava Claro q é Rock, reuniu bandas de sucesso da época como Good Charlotte e as brasileiras Nação Zumbi e Cachoro Grande, além de consagradas como Iggy and the Stooges e Sonic Youth, e custou R$120 a inteira. O público podia comprar os ingressos pela internet, como também esperar chegar o fim de semana e se dirigir ao ponto de venda mais próximo de sua casa.

Seis anos depois, como nesse fim de semana do dia 6 de novembro, apesar da exímia pontualidade, o festival Planeta Terra, que reuniu bandas como Strokes, Beady Eye, Interpol e o brasileiro Criolo, não saiu por menos de R$150 a meia entrada, que foi vendida em apenas um ponto de venda, em plena quarta-feira. Quem comprou pela internet, com as diversas taxas de conveniência, assim como nos outros pontos físicos, chegou a pagar até R$360 a inteira. Preço salgado para os brasileiros, tendo em vista que na semana seguinte teremos o SWU e ainda com rumores de que o festival Lollapalooza, que será só em abril de 2012, colocará os ingressos à venda ainda nesse mês.

Para os muito fãs de alguma dessas bandas, caso o valor fosse algo irrelevante, a disponibilidade seria uma pulga atrás da orelha. Assim como presenciamos em grandes shows como o de Paul McCartney e dos veteranos do Pearl Jam, os ingressos acabam em horas. No caso do Planeta Terra, 14 horas. Muitos culpam os sites de vendas da internet, e justificadamente, pois além de sobrecargas no sistema, sofrem de falta de comunicação com o cliente, reservam lotes com preços diferenciados e ainda permitem que cada usuário cadastrado compre até oito ingressos (inclusive meias) apresentando a documentação na porta do evento. Ou seja, o paraíso para os cambistas.

De qualquer forma, o Brasil se tornando um ponto fixo no circuito das bandas estrangeiras deixa a esperança de que esses problemas possam ser em breve resolvidos. Pois de uma coisa todos têm certeza: o público brasileiro é muito fiel, e grita muito alto.

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