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Caetano Veloso para sempre

Caetano Veloso

Caricatura de Caetano Veloso by Charge Mania Studio

Caetano Veloso é um ícone da cultura nacional, representando em suas canções retratos da realidade envolvidos em uma poesia e lirismo tão particulares que lhe conferem todo o reconhecimento nacional e internacional pela música popular brasileira. O cantor se reinventa a cada disco e cada turnê, deixando claro que não estacionou no tempo e que ainda tem muito a dizer sobre um universo que poucos são capazes de adentrar como esse gênio da música.

Sua vida ligada à música passou por momentos importantes da história de nosso país. Em 1967, no terceiro Festival de Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record, Caetano se lança no mercado com Alegria, Alegria, música que o trouxe a fama e abriu espaço para que o cantor mostrasse o que tinha de melhor. Foi um dos pioneiros a introduzir em sua música as guitarras elétricas e partir para a onda tropicalista, absorvendo as tendências que vinham de fora e criando um estilo único de cantar.

O exílio em Londres o colocou efetivamente em contato com a música estrangeira, o que só agregou ainda mais referências de qualidade em seu repertório e o fez amadurecer como pessoa e como artista. Tido por muitos como intelectual e engajado, poucos anos depois de seu regresso ao Brasil, Caetano passou a apresentar um programa de televisão na Rede Globo com o também prestigiado Chico Buarque, o que concretizou sua importância tanto no panorama cultural como político.

E Caetano não pára

Nesse momento, o baiano Caetano está para encerrar sua turnê com a cantora paulista Maria Gadú, que teve início em outubro desse ano após a gravação do dvd ao vivo pelo Multishow. Justos, eles cantam canções de ambos e vem novamente inovando no cenário musical do Brasil, conquistando e emocinando novos públicos por todas as regiõs onde passam e trazendo de volta o bom e velho estilo do banquinho e violão.

Caetano também participou do VMB 2011, da MTV, cantando uma música do rapper/sambista Criolo, chamada “Não existe amor em SP” e de um programa especial de natal, que será exibido pela Globo no dia 23 de dezembro, ao lado de Ivete Sangalo e seu velho conhecido Gilberto Gil. Flexível, atual, e até polêmico certas vez, Caetano vem trabalhando para que a música brasileira não caia na mesmice.

Uma curiosidade é que o cineasta Marcelo Machado está em processo de finalização de seu filme “Tropicália”, que conta com depoimentos de Tom Zé, Gil e claro, Caetano, para compor uma história sobre o que se passava na cabeça da juventude brasileira dos anos 70. Não se sabe ainda a data de estréia.

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Festivais de música no Brasil: a batalha

Bandas e mais bandas, nacionais e internacionais, dividindo palcos por horas e mais horas de show. As vezes dias! Os festivais de música estão crescendo cada vez mais no Brasil, atividade essa que já é comum na europa há algum tempo, como o Super Bock Super Rock, em Portugal, T in the park, na Escócia, Glastonbury, na Inglaterra, entre outros. De qualquer forma, isso é ótimo, atraímos diversas formas de investimento para o país, ganhamos notoriedade, fazemos um intercâmbio cultural através da música, realizamos sonhos…a única questão que está surgindo e causando um sério desconforto em meio ao público que gosta de frequentar esses grandes eventos é a falta de organização, que acaba gerando diversos outros problemas.

Atrasos, confusões no estacionamento, falta de transporte público, e o pior de todos: os preços. Não faz muitos anos, em 2005, que um dos primeiros festivais brasileiros dessa nova geração, ou seja, exceto o Rock in Rio, que se chamava Claro q é Rock, reuniu bandas de sucesso da época como Good Charlotte e as brasileiras Nação Zumbi e Cachoro Grande, além de consagradas como Iggy and the Stooges e Sonic Youth, e custou R$120 a inteira. O público podia comprar os ingressos pela internet, como também esperar chegar o fim de semana e se dirigir ao ponto de venda mais próximo de sua casa.

Seis anos depois, como nesse fim de semana do dia 6 de novembro, apesar da exímia pontualidade, o festival Planeta Terra, que reuniu bandas como Strokes, Beady Eye, Interpol e o brasileiro Criolo, não saiu por menos de R$150 a meia entrada, que foi vendida em apenas um ponto de venda, em plena quarta-feira. Quem comprou pela internet, com as diversas taxas de conveniência, assim como nos outros pontos físicos, chegou a pagar até R$360 a inteira. Preço salgado para os brasileiros, tendo em vista que na semana seguinte teremos o SWU e ainda com rumores de que o festival Lollapalooza, que será só em abril de 2012, colocará os ingressos à venda ainda nesse mês.

Para os muito fãs de alguma dessas bandas, caso o valor fosse algo irrelevante, a disponibilidade seria uma pulga atrás da orelha. Assim como presenciamos em grandes shows como o de Paul McCartney e dos veteranos do Pearl Jam, os ingressos acabam em horas. No caso do Planeta Terra, 14 horas. Muitos culpam os sites de vendas da internet, e justificadamente, pois além de sobrecargas no sistema, sofrem de falta de comunicação com o cliente, reservam lotes com preços diferenciados e ainda permitem que cada usuário cadastrado compre até oito ingressos (inclusive meias) apresentando a documentação na porta do evento. Ou seja, o paraíso para os cambistas.

De qualquer forma, o Brasil se tornando um ponto fixo no circuito das bandas estrangeiras deixa a esperança de que esses problemas possam ser em breve resolvidos. Pois de uma coisa todos têm certeza: o público brasileiro é muito fiel, e grita muito alto.

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