Archive for November, 2011

Caetano Veloso para sempre

Caetano Veloso

Caricatura de Caetano Veloso by Charge Mania Studio

Caetano Veloso é um ícone da cultura nacional, representando em suas canções retratos da realidade envolvidos em uma poesia e lirismo tão particulares que lhe conferem todo o reconhecimento nacional e internacional pela música popular brasileira. O cantor se reinventa a cada disco e cada turnê, deixando claro que não estacionou no tempo e que ainda tem muito a dizer sobre um universo que poucos são capazes de adentrar como esse gênio da música.

Sua vida ligada à música passou por momentos importantes da história de nosso país. Em 1967, no terceiro Festival de Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record, Caetano se lança no mercado com Alegria, Alegria, música que o trouxe a fama e abriu espaço para que o cantor mostrasse o que tinha de melhor. Foi um dos pioneiros a introduzir em sua música as guitarras elétricas e partir para a onda tropicalista, absorvendo as tendências que vinham de fora e criando um estilo único de cantar.

O exílio em Londres o colocou efetivamente em contato com a música estrangeira, o que só agregou ainda mais referências de qualidade em seu repertório e o fez amadurecer como pessoa e como artista. Tido por muitos como intelectual e engajado, poucos anos depois de seu regresso ao Brasil, Caetano passou a apresentar um programa de televisão na Rede Globo com o também prestigiado Chico Buarque, o que concretizou sua importância tanto no panorama cultural como político.

E Caetano não pára

Nesse momento, o baiano Caetano está para encerrar sua turnê com a cantora paulista Maria Gadú, que teve início em outubro desse ano após a gravação do dvd ao vivo pelo Multishow. Justos, eles cantam canções de ambos e vem novamente inovando no cenário musical do Brasil, conquistando e emocinando novos públicos por todas as regiõs onde passam e trazendo de volta o bom e velho estilo do banquinho e violão.

Caetano também participou do VMB 2011, da MTV, cantando uma música do rapper/sambista Criolo, chamada “Não existe amor em SP” e de um programa especial de natal, que será exibido pela Globo no dia 23 de dezembro, ao lado de Ivete Sangalo e seu velho conhecido Gilberto Gil. Flexível, atual, e até polêmico certas vez, Caetano vem trabalhando para que a música brasileira não caia na mesmice.

Uma curiosidade é que o cineasta Marcelo Machado está em processo de finalização de seu filme “Tropicália”, que conta com depoimentos de Tom Zé, Gil e claro, Caetano, para compor uma história sobre o que se passava na cabeça da juventude brasileira dos anos 70. Não se sabe ainda a data de estréia.

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Marvel lança conversor 3D para TVs em duas dimensões

A Marvel acaba de lançar um conversor 3D que promete transformar as imagens de qualquer HDTV 2D em imagens em três dimensões sem que você tenha que comprar uma nova televisão.

O objetivo da empresa é proporcionar uma experiência 3D em filmes mais barata para os consumidores que tem preferência por esse formato. O aparelho sairá por volta de 60 dólares e só oferecerá uma excessão para blue-rays bidimensionais, pois os filmes são codificados de um modo sequencial que não pode ser convertido.

Apesar de inicialmente só apresentar vantagens, a empresa não esclareceu como resolverá problemas como dores de cabeça e cansaço de visão gerada pela exposição excessiva a imagens 3D em padrão anaglifo, que é o sistema antigo de transmissão dessas imagens que ocasiona também a perda de qualidade e cor, adotado no conversor.

O produto inclui óculos especiais, com uma lente vermelha e outra azul, possui conexões HDMI 1.4 e suporte máximo com a resolução Full HD (1920 × 1080p).

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Cinema: produção independente nacional

O Brasil possui variados festivais e mostras de cinema locais e de produções independentes todo ano e em muitos estados. É o caso do Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul, o Festival de Cinema Feminino Tudo Sobre Mulheres, no Mato Grosso, e o Festival de Cinema ao ar livre de Porto Nacional, em Tocantins. Nesses eventos são revelados muitos diretores e roteiristas de cidades do interior que nunca teriam a oportunidade de divulgar suas obras, pelo menos não com tanta repercussão em meio a pessoas do mesmo interesse.

O problema é que essas produções cinematográficas independentes e nacionais dificilmente chegam às grandes redes de cinema, o que causa uma grande defasagem entre os investimentos e qualidade das produções. Um exemplo é que, em 2005, o filme 2 Filhos de Francisco, de Breno Silva, conseguiu 5 milhões de expectadores, enquanto O Veneno da Madrugada, de Ruy Guerra, apenas 3.476 (dados da revista Desafios do Desenvolvimento, de 2009).

A prova disso é que em 2004, apenas 51 dos 302 filmes que foram às telonas eram nacionais, e, além disso, os brasileiros conseguiram apenas 14% de bilheteria (dados do projeto Cultura Livre, ligado à FGV). Um fator que contribui para a chegada a esse panorama é que a definição dos filmes que serão exibidos está na mão de empresas estrangeiras, sem contar os altos preços dos ingressos.

Uma aposta para o futuro

Claudia de Heinzelin, consultora do Projeto Millenium, da Universidade das Nações Unidas, nos dá um sinal de esperança: “É fato que o cinema merece apoio, por ser uma questão de soberania cultural. Hoje, alguns filmes estrangeiros entram em cartaz, simultaneamente, em 600 salas brasileiras, o que não deveria ser permitido. Mas tem de haver formas alternativas de produção e distribuição. Os recursos tecnológicos mudaram muito, são mais práticos, ágeis e é natural que provoquem transformações”.

A verdade é que os custos caíram, as novas tecnologias estão mais acessecíveis, e as obtenções de patrocínio estão ocorrendo de forma mais natural e facilitada, o que atrai os jovens à essa indústria. O problema é que ainda estamos muito longe de consolidarmos o acesso de todos ao cinema e de abrir espaços maiores ou majoritários para a produção nacional nas telonas.

Patrocínios  e curiosidades

Para a solução desse problema de distribuição, muitas iniciativas privadas inovadoras e no mínimo curiosas estão sendo tomadas. É o caso da empresa de telefonia Telemar que, através de seu instituto, realiza um projeto chamado Cinema no Rio, que consiste numa barca que viaja pelo rio São Francisco exibindo filmes de produção nacional. O projeto, em 2006, atingiu cerca de 100 mil pessoas. A empresa também financia filmes, mostras, oficinas e festivais.

A Petrobras é a maior investidora em cultura brasileira, e atingiu em 2006, a marca de 10 mil sessões exibidas em escolas, asilos, grêmios esportivos, abrigos e centros comunitários de seu projeto Cinema BR em Movimento. A empresa também investe em toda a cadeia de produção e distribuição de filmes e, junto com o BNDES, “…têm sido os padrinhos do cinema brasileiro”, segundo Toni Venturi, ex-presidente da Associação Paulista de Cineastas.

Outro projeto muito interessante é o CCR Cultura, desenvolvido pela concecionária de rodovias NovaDutra, que criou o Cine Tela Brasil e instala tendas pelas cidades de periferia ao longo das rodovias para a exibição de filmes nacionais.

Iniciativas como o Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes também são um modo de incentivar a produção independente nacional, divulgando filmes que nem sempre chegam às grandes redes de cinema.

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Festivais de música no Brasil: a batalha

Bandas e mais bandas, nacionais e internacionais, dividindo palcos por horas e mais horas de show. As vezes dias! Os festivais de música estão crescendo cada vez mais no Brasil, atividade essa que já é comum na europa há algum tempo, como o Super Bock Super Rock, em Portugal, T in the park, na Escócia, Glastonbury, na Inglaterra, entre outros. De qualquer forma, isso é ótimo, atraímos diversas formas de investimento para o país, ganhamos notoriedade, fazemos um intercâmbio cultural através da música, realizamos sonhos…a única questão que está surgindo e causando um sério desconforto em meio ao público que gosta de frequentar esses grandes eventos é a falta de organização, que acaba gerando diversos outros problemas.

Atrasos, confusões no estacionamento, falta de transporte público, e o pior de todos: os preços. Não faz muitos anos, em 2005, que um dos primeiros festivais brasileiros dessa nova geração, ou seja, exceto o Rock in Rio, que se chamava Claro q é Rock, reuniu bandas de sucesso da época como Good Charlotte e as brasileiras Nação Zumbi e Cachoro Grande, além de consagradas como Iggy and the Stooges e Sonic Youth, e custou R$120 a inteira. O público podia comprar os ingressos pela internet, como também esperar chegar o fim de semana e se dirigir ao ponto de venda mais próximo de sua casa.

Seis anos depois, como nesse fim de semana do dia 6 de novembro, apesar da exímia pontualidade, o festival Planeta Terra, que reuniu bandas como Strokes, Beady Eye, Interpol e o brasileiro Criolo, não saiu por menos de R$150 a meia entrada, que foi vendida em apenas um ponto de venda, em plena quarta-feira. Quem comprou pela internet, com as diversas taxas de conveniência, assim como nos outros pontos físicos, chegou a pagar até R$360 a inteira. Preço salgado para os brasileiros, tendo em vista que na semana seguinte teremos o SWU e ainda com rumores de que o festival Lollapalooza, que será só em abril de 2012, colocará os ingressos à venda ainda nesse mês.

Para os muito fãs de alguma dessas bandas, caso o valor fosse algo irrelevante, a disponibilidade seria uma pulga atrás da orelha. Assim como presenciamos em grandes shows como o de Paul McCartney e dos veteranos do Pearl Jam, os ingressos acabam em horas. No caso do Planeta Terra, 14 horas. Muitos culpam os sites de vendas da internet, e justificadamente, pois além de sobrecargas no sistema, sofrem de falta de comunicação com o cliente, reservam lotes com preços diferenciados e ainda permitem que cada usuário cadastrado compre até oito ingressos (inclusive meias) apresentando a documentação na porta do evento. Ou seja, o paraíso para os cambistas.

De qualquer forma, o Brasil se tornando um ponto fixo no circuito das bandas estrangeiras deixa a esperança de que esses problemas possam ser em breve resolvidos. Pois de uma coisa todos têm certeza: o público brasileiro é muito fiel, e grita muito alto.

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